Neste dia as meninas encontraram-se para apresentarem seus relatos da Unidade 17.
FABI:
SOCIALIZANDO O CONHECIMENTO – UNIDADE 17
ESTILÍSTICA
O estudo da unidade 17 - Estilística, busca enfatizar a questão do ESTILO. A palavra ESTILO faz parte do vocabulário cotidiano, o conjunto de características de um objeto, de uma época, elegância no jeito de se comportar ou se vestir. No domínio da linguagem, o seu entendimento merece um pouco mais de reflexão.
“O estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante, nesse caso, e expressão de uma expressão individual”.
“O estilo liga-se às intenções do falante, ao efeito de sentido que ele quer produzir.”
“A emoção e a efetividade estão presentes no estilo.”
Diante dessas citações vale ressaltar que Estilística é o ramo da Linguística que estuda, analisa e reflete sobre as variações existentes na língua portuguesa de acordo com o contexto em que elas se revelam. É percebida nos relatos de diferentes fatos e nas diferentes formas de expressão, em que e pode concluir que é o modo como o falante constrói sua fala, como já disse José Roberto Torero, cada um é cada um.
Cabe ressaltar que independente da forma como cada indivíduo constrói sua fala, devemos levar em conta que a língua apresenta variações conforme grupos que a usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo, que constituem o dialeto e diante deste conceito temos vários dialeto: o regional, o social, o profissional, ...Já as marcas pessoais da língua de cada indivíduo, resultante do cruzamento de vários dialetos que constituem a fala são chamados de idioletos.
Como a Unidade apresenta um estudo das variações linguísticas, cabe transcrever a referência apresentada na pág.:23 que abrange a referida questão com mais clareza.
“A norma é a forma de cada grupo usar a sua língua, a forma que seus integrantes percebem como normal, ou comum ao grupo. O sujeito aprende a sua língua em convívio com a família, amigos, pessoas que estão ao seu redor e participam do seu cotidiano. Em geral, o sujeito não tem consciência dessa “norma”, que ele vai internalizando no contato com os outros elementos do grupo.”
A seção 2, desta Unidade salienta os recursos estilísticos que podem ser usados, o jogo de sonoridade das palavras, o aspecto lúdico das palavras, que o falante utiliza permitindo jogar, brincar tanto com os sons como com seus sentidos, deixando claro o estilo que cada falante utiliza como forma de expressão.
No plano sonoro, podem-se usar como recurso estilístico os fonemas, o acento, a entoação, a altura e o ritmo das sílabas, palavras e frases. No plano da palavra, a metáfora e a metonímia constituem importantes recursos de estilo, assim como a tonalidade emotiva das palavras que indicam a emoção, o sentimento do falante. A formação das palavras também é responsável pela expressividade. Portanto, os recursos linguísticos estão presentes no nível do som e da palavra, tanto no texto escrito quanto no oral.
Voltando ao que disse Jose Roberto Toreno, “cada um é cada um” percebemos esta realidade no dia a dia de nossas escolas. Professor e alunos, pais e comunidade em geral, apresentam cotidianamente seus modos peculiares de expressarem suas impressões acerca de tudo que acontece.
O estilo acaba sendo uma escolha pessoal porque perpassa pelo desejo de expor um pensamento, sentimento ou opinião e cada um possui um jeito particular de se manifestar.
É justamente pelo caráter humano e universal das manifestações estilísticas na linguagem que uma das definições mais citadas diz que “O estilo é o homem”.
SHEILA:
ESTILÍSTICA
Exploração da unidade
Seção 1 – Noção geral do que é estilística hoje.
A linguagem apresenta traços individuais. O estudo lingüístico é o modo como o falante constrói sua fala.
A língua apresenta variações, conforme o grupo que a use. O dialeto apresenta variantes da língua, regularidades usadas para determinada região ou para um grupo. E o idioleto são marcas pessoais da língua de cada indivíduo. Nesse contexto, consideramos que os nossos alunos apresentam um dialeto ruralizado, marca característica do município, a maioria dos alunos comete os mesmos “erros”, considerados inadequados diante do padrão culto da língua. Conforme citação da página 23, eles aprendem a sua língua com a família, amigos, pessoas que convivem. Em geral, eles não têm consciência da “norma”. Chegamos então à questão de quando o aluno não consegue ou não quer perceber quando podemos usar determinada linguagem, devendo ser adaptada às situações, de acordo com cada contexto. Como proceder?
Seção 2 – A estilística do som e da palavra
Percebemos que os recursos estilísticos no nível do som e da palavra estão presentes tanto no texto escrito quanto no oral. Quanto aos sons da palavra, podemos trabalhar com a leitura oral, poesias (ritmo), diálogos, trava-línguas, histórias em quadrinhos... Quanto aos recursos estilísticos da palavra, pode-se trabalhar a linguagem metafórica, a emoção na palavra, sugestionando o sentimento do falante. Aí entra o texto literário como um aliado fortíssimo, não descartando outros gêneros. O que vale lembrar é que podemos trabalhar esses recursos em conjunto, na oralidade e na escrita em diferentes gêneros textuais.
Seção 3 – A estilística da frase e da enunciação
A frase, dentro de um texto, apresenta uma unidade de sentido. A enunciação é a produtora de significados e nela se inclui a frase, aliás vários tipos de frases. Neste caso, podemos falar do discurso direto, indireto e o indireto livre. Esses discursos são recursos estilísticos utilizados na linguagem oral e escrita. Na oralidade, através da entoação. Na escrita, através da pontuação adequada, entoação, melodia, expressividade.
Obs.: Obrigada meninas pelo comprometimento de seus trabalhos. ( Sabrina Lourenço )
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