Com muito atraso, mas ainda em tempo, consegui hoje parar para colocar em dia minhas postagens.
Bom, vou iniciar pelo encontro que tivemos em Porto Alegre, para a realização da segunda Etapa do Gestar. Este encontro ocorreu na semana do dia 28/09 à 02/10/2009, na Universidade UniRitter.
28/09/2009
O primeiro dia foi diferente do outro encontro que tivemos, pois já iniciou em sala de aula e acabei chegando um pouco atrasada. Quando cheguei, estava ocorrendo ainda a organização do Cronograma de Atividades para a semana. O Prof. Mau estava do mesmo jeitinho, sereno e com muita disposição, sempre apontando informações importantes e indicando ótimas leituras e filmes.
Os apontamentos embasavam-se sobre os seguintes tópicos: O que ensinar? (conteúdo ), Como ? ( método e técnica ), Por quê?
Depois de muitas discussões, partimos para as apresentações dos Municípios, cada formador deveria apresentar algo relativo ao Município e dizer sobre os acontecimentos e aplicações do Gestar com seus respectivos cursistas. O processo começou pelo Prof. Mau, que nos trouxe um vídeo do Legião Urbana. Foi excelente seus dizeres. Falamos sobre alguns estudiosos importantes ( Linguístas ). E algumas palavras do nosso Prof..., ficou em minhas anotações:
" Não existe texto sem contexto. Meu dever oficial é ensinar a LP, a norma gramatical, mas meu aluno é atual, é de um século recente, então eu não mais me encaixo no modelo. É preciso renovar e me adaptar a uma nova LP = intertextualidade, transformar e não mais reproduzir. A LP é uma ferramenta de sobrevivência, é preciso alcançar a competência sociocomunicativa, mas como passar isso para meu aluno ?"
Então depois de belos dizeres, foi apontado as Estratégias Mentais que meu aluno irá utilizar para alcançar a competência. Isso é verificar os DESCRITORES do texto, pois dar CONTEÚDO é muito fácil, está em qualquer livro didático e o professor COMODISTA se apoia neste suporte, é preciso ser um professor MOTIVADO. Então, como fazer?, Existe uma lógica? Só você conhece seu aluno.
Encerramos a manhã com a leitura do texto: "Quase" e a leitura de um poema.
Na parte da tarde, partimos para a revisão do TP3 - GENÊROS TEXTUAIS e TIPOLOGIAS ( abre a possibilidade para que o aluno alcance o conhecimento ). Novamente entramos em alguns questionamentos: Como pegar o livro didático e fazê-lo "verdade"?. Aquilo que o aluno produz, deve sim ser registrado, está ligado à função.
" As competências sociocomunicativas são aprendidas intuitivamente junto com as palavras e as estruturas da língua, mas também são inconscientes e devem ser aprendidas na escola e na sociedade".
Fechamos o TP3 com o seguinte assunto:
MODELOS DE COMPETÊNCIA = CHAVE = AVALIAÇÃO ( medir, punir, premiar, comparar????????)
Entramos no TP4 - LEITURA, ESCRITA E CULTURA e LETRAMENTO
Foi mencionado muitos tópicos, entre eles:
" Reconhecer que a leitura e a escrita são um meio de incerção do indivíduo no meio letrado";
" Mais do que entender, o meu aluno questiona, quer saber o porquê. Ele tem a capacidade de transformar a leitura e a escrita em práticas sociais";
" O aluno letrado lê a realidade e modifica-a. Aluno prepositivo = propõe soluções".
No TP5 - ESTILÍSTICA, COERÊNCIA TEXTUAL e COESÃO, verificamos mais alguns embasamentos:
" Como deve ser trabalhado o texto e a produção textual em sala de aula". Também falamos sobre algumas atividades possíveis em sala de aula e vimos mais alguns vídeos, que por sinal, foram ótimos.
Fizemos o fechamento do dia com mais algumas socializações e revisão do tema: Portfólio.
29/09/2009
Iniciamos o dia com a revisão do TP6 - ARGUMENTAÇÃO e LINGUAGEM. Partimos para algumas atividades em conjunto, pois era preciso: " entender o sentido razoável para se alcançar a lógica. Tudo o que eu produzo é argumentativo, então devo prezar pela qualidade".
Logo, assistimos o vídeo de Frejat - que demonstrou o alcance dos objetivos. A importância das metas, dos argumentos.
Então chegou o grande momento: minha socialização. Foi muito boa. Consegui expor o meu material e os portfólios das meninas, foi um sucesso!
Foi passado a indicação do filme: " UP ".
Depois do sufoco, na parte da tarde, lemos o texto " Nóis mudemo", que retrata a variação linguística e a noção do "erro" que é pregada pala GT. Ficou a seguinte questão: " Devo ratificar ou retificar meu aluno?"
O equilíbrio é a melhor saída. O Prof. Mau mencionou que a escola com suas simulações, não consegue dar conta de toda a vivência do aluno, mas deve proporcionar possibilidades para que o aluno alcance essas modalidades. Então: " nóis fumo ou nós fomos?"
A língua materna o aluno já conhece, ele precisa da novidade, da gramática, mas deve-se utilizar a bagagem do aluno como ponto de partida.
O dia encerrou com mais socializações.
30/09/2009
A manhã foi com a abertura do filme " O Leitor", que apresenta que é preciso pensar que assitir a um filme é muito mais que um lazer pedagógico e sim, uma leitura cinematográfica. Esta frase foi muito, mas muito importante para mim, pois em uma escola que trabalho, o trabalho pedagógico com o filme é visto com desprezo, como "matação" de aula, não importa a sequência e os objetivos que o professor tem com aquele filme. Até estou proíbida de passar filme nas minhas turmas e isso que só fiz isso duas únicas vezes este ano e com um Projeto embasado e devidamente praticado, com resultados bem significativos dos meus alunos. O pimeiro filme foi "Viagem ao centro da terra", de Júlio Verner e o segundo " Coração de Tinta", mas que coisa né...
Bem, depois do desabafo, vamos seguir...; Logo depois do filme, foi apontado algumas questões: O porquê do título?; Qual o protagonista?; O apelido "menino" foi ironia ou carinho?
Chegamos a conclusão que é importante a proposta da leitura para a construção do conhecimento. Que existia uma relação muito forte de Hanna com a leitura e com a escrita. Também verificamos, que o julgamento de Hanna só veio à tona quando o fato foi escrito em um livro, até então todos sabiam, mas nada foi apontado. O mesmo objeto que deu à libertação a Hanna, foi o objeto de seu suicídio.
Na tarde iniciamos com uma breve retomada do TP6 e assitimos ao vídeo do Jô Soares "i" ( que refletiu a argumentação por exemplo, através de um argumento sentimental).
Na pg.74 - Produção Textual, verificamos suas devidas etapas: planejamento, escrita, revisão e edição e neste momento realizamos atividades coletivas.
Alguns tópicos ficaram expostos:
" A escola geralmente pula duas etapas ( Planejamento e Edição); Todo o processo de escrita é uma prática de aquisição de conhecimento; O professor não pode trabalhar um texto de forma fria, deve ter sentimentos, para poder despertar no aluno o desejo de leitura".
" O comportamento nosso quando é correspondente ao com que o outro espera, mesmo que seja inútil, gera resultados positivos, pois o ponto de partida é o outro".
01/10/2009
Tudo começou com uma atividade de imagens x palavras = leitura. Associa-se toda a bagagem que temos para tentar associar a leitura e noção de sentido. É preciso lembrar que o meu aluno não tem toda a nossa vivência, por isso somos nós que precisamos aguçar seus pensamentos.
Logo partimos para o TP1 - VARIANTES LINGUÍSTICAS e INTERTEXTUALIDADE. Alguns tópicos foram discutidos:
" Cada grupo apresenta valores, características e costumes próprios". Por isso o importante de se usar textos na íntegra situações reais de comunicação. A Regra e a Linguística não são verdades absolutas, é preciso bom senso".
Antes do almoço, mais algumas socializações e olha que lindo esta mensagem de uma de nossas colegas:
" Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas". ( M. Quintana)
Na parte da tarde, iniciamos com o vídeo do "Chico Bento" - para o apontamento das variações linguísticas e ficou mais um pensamento: " nada na língua é por acaso; a noção de "erro" tem suporte científico para a explicação"; " Tudo pertence a um processo de aprendizagem".
Ao apontar SIGNIFICANTE X SIGNIFICADO, passamos novamente para uma socialização, pois o cansaço e o sono estavam batendo e graças à Deus, nossa colega Fabi fez uma dinâmica excelente, que fez todos darem muitas risadas e para esquentar o clima, descobrimos que o Prof. Mau estava de aniversário.
02/10/2009
O dia partiu com mais socializações, nossa colega Julici apresentou um trava-línguas que de forma alguma consegui decorar, mas ela foi ótima e também foi apontado que nós professores devemos ensinar humanamente. É ilusão pensar que tratamos todos os alunos iguais, pois eles são diferentes, com vivências e aprendizagens diferentes. Nossa colega também mencionou o texto de Rubens Alves " Gaiolas e Asas ". O Prof. Mau colocou no quadro uma frase ótima, pois nossos ânimos esquentaram e foi destinado um momento para colocarmos nossas angústias e sofrimentos e diante do relato de nossa colega Maristela, percebi que não tenho quase nada de problemas escolares se comparados com os dela. A frase foi a seguinte: " O desafio é a nossa motivação e o desaforo é a nossa energia". É através do crescimento do meu aluno, que eu ganho a minha recompensa. O Prof. Mau falou algo muito importante: " nós temos que ocupar espaços na vida de nossos alunos".
Na exploração do TP2 - GRAMÁTICA, o assunto estava tentando acontecer, mas a agitação já era grande para as despedidas, pois muitas meninas tinham que ir para a Rodoviária e o Prof. Mau fez uso de uma palavra mencionada por mim que ele não conseguiu esquecer: "Meninas estou ficando atucanado..."
Depois de um bom tempo..., o professor conseguiu apontar algumas observações relativas as gramáticas: que a lógica é perceber o suporte, o genêro, a adequação sociocomunicativa. É impossível aprisionar a língua, mas por outro lado, a gramática é ncessária para trazer um certo referencial. O que temos que perceber que a GN não é o ponto de início, meio e fim e sim, ela serve para dar um certo suporte.
O ensino de LP requer estudo e atualização. Não podemos estabelecer barreiras, é necessário o equilíbrio.
O encontro em POA terminou assim, com gostinho de quero mais, mas sinceramente não sei como será para sermos liberadas em Dezembro para o fechamento do curso. Acho que teremos problemas?!
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