sábado, 17 de outubro de 2009

16/09/2009 - OFICINA Nº 10


Obs.: Este material foram produzidos pelos alunos de Sheila, na atividade da HQ sequencial.

  Nosso encontro começou de um modo um pouco diferente, minha cursista Sheila surpreendeu-nos com um ótimo material de sugestão de atividades e ficamos bem felizes com as atividades. Logo retomamos nossas anotações das Unidades 19 e 20 e falamos sobre o Avançando na Prática da pg196 do TP5. Notamos que os alunos tiveram muita dificuldade para refle-tirem sobre as Relações Lógicas, eles queriam era produzir logo e não refletir. Quando lhes foi entregue as cartas para a realização da montagem da sequência lógica da HQ, a rapidez foi tremenda, mas a atenção muito pouca por alguns. Depois de pronta a atividade e apresentada para o grande grupo, é que eles perceberam que tinham que ter mais atenção para achar as pistas. O engraçado é que achamos que com as séries finais, 7ª e 8ª, as atividades aconteceram de forma mais tranquila, deu impressão de estarem mais preparados.
  Na sequência da oficina, coloquei sobre a mesa os seguintes objetos: rapadura, agenda, caneta e pedi para que elas criassem uma propaganda, e então, descobrimos que a cursista Fabi estava de dieta e detestou a ideia de ter sobre a mesa uma rapadura e é claro que minha cursista Sheila escolheu este objeto para a elaboração do texto. Que sacanagem com a menina hein?!
  Primeiramente analisamos o exemplo fornecido no TP e somente depois de bastante discussão, é que partiram para a escrita. O texto ficou assim:
  "Você nunca mais vai sentir um sabor igual: cocadinha macia e com um toque suave de chocolate. Este aroma e sabor, irá embora para sempre, sairá de vez deste pacote, pois você não consegue parar de me devorar. 
  Despedidas de uma Rapadura." 

  Só para lembrar que quem comeu a rapadura foi a Sheila
  Nosso grupo teve uma opinião unânine, nós achamos as atividades do TP5 maravilhosas, mas para um público de séries maiores, pois no avançando na Prática, notamos falta de maturidade nos alunos da 5ª, eles tiveram muitas dificuldades de achar as pistas, fazer as relações de mapeamento.
  Após a finalização da Oficina, partimos para o TP6 e ficamos um pouco apreensivas com o tempo, pois fai ficar apertado para terminarmos todos os TP´S.
  Na Unidade 21, minha cursista Sheila lembrou de uma reportagem da Revista Nova Escola - Guia, que remete exatamente ao tema desta Unidade. O uso da linguagem como meio argumentativo, estabelecendo uma interação com o outro e buscando o fazer social. A importância do aluno saber: Como? Por quê? Pra quem? é que ele irá escrever.
  Percebe-se também a necessidade de busca pelo mapeamento, conhecimento prévio de mundo do meu aluno, mas num primeiro momento, coletivamente, para somente depois, partir para o individual. Temos que ter consciência que os efeitos de sentido se constrói no coletivo.
  Algo veio à tona na lembrança, quando propomos para os alunos uma produção escrita, é muito engraçado, que inicialmente eles relutam por começar, dizem que não sabem fazer e nem o que escrever, mas depois que iniciam, flui normalmente. Então percebesse a dificuldade de argumentação, ter o que escrever, mas depois do processo iniciado, surge uma fruição nas ideias e isso é quase sempre e independente das series. Com essa modalidade que aderimos entre nós professoras de Português do Gestar em Glorinha, a troca de produção entre os alunos de nossas escolas, parece que o processo da escrita está mais prazeroso, pois os alunos sabem melhor o que argumentar e como fazer quando sabem a quem o texto se dirige.
  Outro fato muito importante, é o tipo de argumento e o "peso" que pode representar. Realizei com uma de minhas turmas, um julgamento, com direito a réu, defesa, acusação, juíz e testemunhas, foi excelente. Os alunos tiveram que baseados na tese que apresentei, incorporar diferentes personagens e adotar os argumentos condizentes com o papel que estavam representando. A aula deu o que falar. Foi muito bom e melhor ainda, eles conseguiram adaptar seus discursos, de forma natural, sem necessidade de eu induzi-los a tal atitude.

  RELATO DE MINHA CURSISTA FABI:

SOCIALIZANDO O CONHECIMENTO – UNIDADE 21
ARGUMENTAÇÃO E LINGUAGEM


A Unidade 21 focaliza o estudo da língua e linguagem como nossa existência de seres humanos é moldada pela nossa capacidade de agir pela linguagem e diante desta perspectiva sabemos que COMUNICAR não significa apenas enviar uma mensagem e fazer com que nosso ouvinte/leitor a receba e a compreenda. Podemos dizer que nós nos valemos da linguagem não apenas para transmitir ideias, informações. São muito frequentes às vezes em que tomamos a palavra para fazer com que nosso ouvinte/leitor aceite o que estamos expressando (e não apenas compreenda); que creia ou faça o que está sendo dito ou proposto.
COMUNICAR não é, pois, apenas um fazer saber, mas também um fazer crer, um fazer. Nesse sentido, a língua não é apenas um instrumento de comunicação; ela é também um instrumento de ação, isto é, uma estratégia que visa a convencer, a persuadir, a aceitar, a fazer crer, a mudar de opinião, a levar a uma determinada ação.
Portanto, todo o uso da linguagem é argumentativo, pois estabelece uma interação com o outro, uma relação de fazer social. E toda linguagem é um processo sempre em movimento, por isso em qualquer processo de comunicação é preciso que o aluno saiba: Como? Por quê? Para quem? ele estará transmitindo uma mensagem, seja ela escrita ou falada. Assim sendo, talvez não se caracterizaria em exagero afirmarmos que falar e escrever é argumentar.
Um texto argumentativo tem como finalidade convencer o leitor com clareza do seu objetivo. Não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos. É preciso ter conhecimento do assunto para poder argumentar e defender seu ponto de vista.
O estudo desta Unidade busca contribuir para a compreensão do fenômeno da linguagem, na sua dimensão argumentativa, e para a sistematização de recursos linguísticos que tecem um texto argumentativo, visando aos seguintes objetivos:
1. Identificar marcas de argumentatividade na organização dos textos;
2. Identificar e analisar diferentes tipos de argumentos que sustentam uma argumentação textual;
3. Reconhecer a qualidade da argumentação textual.

Diante do estudo dos tipos textuais, a propósito do tipo argumentativo, que, ao considerarmos a linguagem como uma forma de trabalho cultural, estamos considerando que toda manifestação linguística é também basicamente argumentativa. Ou seja: sempre que utilizamos a linguagem, estaremos alterando – ou querendo alterar – as crenças dos interlocutores, implicitamente querendo convencê-los de nossas ideias.
É importante salientar que todo ato de linguagem objetiva produz efeito e de sentido, que podem ser concretizados em ações ou em mudança/reforço de opiniões.
Quando temos consciência de que o objetivo maior ao produzir um texto é fazer o leitor/ouvinte crer em alguma de nossas ideias, classificamos esse texto como argumentativo. Nesse texto, a ideia principal para a qual buscamos a adesão do leitor/ouvinte, o objetivo de convencimento do leitor/ouvinte, constitui a tese. Cada motivo ou razão que damos para comprovar a tese é chamado de argumento.
Argumentos baseados no senso comum, ou no consenso, são verdades aceitas culturalmente, sem necessidade de comprovação, isto é toda dúvida ou questionamento resiste a uma boa argumentação. Uma boa argumentação depende, primeiramente, da clareza do objetivo (da tese a comprovar); e depois, da solidariedade entre os argumentos: todos devem conduzir para o mesmo objetivo.
Como argumentar é firmar uma posição diante de um problema, um compromisso com a informação e o conhecimento, não é possível construir uma boa argumentação com argumentos fracos, falsos ou incoerentes.
Uma argumentação é considerada inadequada ou defeituosa quando não dá condições para que os objetivos sejam atingidos. Há várias razões para isso acontecer: podem ser razões ligadas à incompreensão, ou não-aceitação, do interlocutor; podem ser razões ligadas ao desenvolvimento do texto, ou mesmo razões relacionadas à não-correspondência entre os argumentos e o “mundo real”.
Em suma, encontramos, na escolha dos argumentos, vários níveis de adequação e vários níveis de inadequação quanto à demonstração da tese pretendida: os sentidos globais do texto e o objetivo da argumentação é que definem sua qualidade.



RELATO DE MINHA CURSISTA SHEILA:

UNIDADE 20 – 16/10/09

  Dedicamos este momento para exposição de observações sobre os temas e atividades das unidades 19 e 20. Levei umas sugestões de atividades com HQ e transposição de gênero textual: Receita de energético para o dia das crianças, Zero Hora, 11 out. 2009, para as minhas colegas (acho que elas gostaram). Em seguida, a formadora Sabrina teceu seus comentários sobre o Avançando na Prática da p.196 do TP5. Relatou que os alunos ficaram entusiasmados com a atividade inicial que nem se deram conta que deveriam ser mais atentos na realização do trabalho, queriam logo fazer e só perceberam que deveriam ter se concentrado mais quando apresentaram o trabalho para o grande grupo, aí observaram que para acharem as pistas para a realização do trabalho deveriam ter feito com mais calma. As atividades com as séries finais foi mais tranqüila, pois entendemos que eles já estão mais preparados por já terem trabalhado mais os conteúdos envolvidos.
  Na proposta de atividade da parte 3 da oficina, a professora Sabrina colocou sobre a mesa: caneta, agenda, rapadura, DVD e bolachas. Tivemos que criar uma propaganda sobre um dos itens que estavam sobre a mesa. Achei legal e logo escolhi a rapadura, até porque não poderia deixar de fazer uma propaganda de um produto da minha terra, me criei em meio à fabricação de rapaduras. Entretanto, minha colega Fabiana não gostou muito da ideia, pois disse estar de dieta. Mas não teve problema, eu quebrei a dieta por ela (rsrsrs), só que não comi toda a rapadura não, só uns pedacinhos.
  Analisamos a propaganda de exemplo do TP e criamos a nossa:
"Você nunca mais vai sentir um sabor igual: cocadinha macia e com um toque suave de chocolate. Este aroma e sabor irá embora para sempre, sairá de vez deste pacote, pois você não consegue parar de devorar-me .
  Despedidas de uma Rapadura."
  Conversamos sobre as atividades dos TP5 e todas achamos que são atividades extremamente boas para turmas de séries finais, por eles já estarem mais preparados e terem mais experiência para a realização dos trabalhos. Os alunos menores tiveram dificuldades para fazer o mapeamento do texto, de encontrar pistas.
  Para finalizar a oficina, discutimos um pouco sobre o TP6. Estamos preocupadas com o pouco tempo que nos resta para explorarmos todos os TPs.
  Na unidade 21, lembrei de uma reportagem da Revista Nova Escola – setembro 2009 - que vem de encontro com o conteúdo desta unidade, que expõe a importância do aluno saber para que público irá escrever, estabelecendo uma interação com o outro e buscando o fazer social.

UNIDADE 21
ARGUMENTAÇÃO E LINGUAGEM

Para produzir um texto argumentativo é preciso antecipadamente buscar o fazer coletivo, o mapeamento das idéias, a busca do conhecimento prévio para adquirir subsídios (argumentos) para a produção individual. Fica muito mais fácil escrever sobre um assunto que se conhece.
O objetivo principal do texto argumentativo é levar o leitor/ouvinte a se convencer das idéias argumentadas no texto. E então, constitui-se a tese. O argumento é um dos motivos ou razões para a comprovação da tese.
Um texto argumentativo bem produzido deve estar bem argumentado para que o objetivo do texto seja alcançado: persuadir o leitor a favor da veracidade da tese.
Os argumentos precisam estar coerentes e todos devem seguir um mesmo objetivo. Não é possível produzir um bom texto argumentativo com argumentos fracos, falsos e incoerentes. O autor precisa explicitar seu ponto de vista e levar o leitor/ouvinte a crer naquilo que o autor acredita. Não há dúvida que resista a uma boa fundamentação.


quinta-feira, 15 de outubro de 2009

UNIDADE 20 - RELATO e AVANÇANDO NA PRÁTICA

  Esta Unidade é exatamente a união da coerência e da coesão, adicionada as pistas para se chegar a uma real compreensão do texto lido. Lembrei de uma atividade que faço com meus alunos, independente da série, só adapto, aumentando o grau de dificuldade, que é retirar palavras do texto e jogá-las para um banco de palavras e os alunos devem ler o texto e observar as pistas: tempo, espaço, sinônimos, cores, objetos..., para poderem ir encaixando as palavras que foram retiradas, até ter um texto completo e lógico. Esta atividade geralmente faz eles enlouquecerem, pois alguns vão logo querendo preencher os espaços em branco e acabam faltando palavras ou ficando completamente sem lógica o texto, outros já vão anexando as palavras mais “óbvias” e deixam as mais complexas para o final. Eu observo neste exercício, a dificuldade que muitos alunos tem de achar as pistas dos textos, as relações lógicas. Neste momento a importância dos elos coesivos e do conhecimento de mundo de meu aluno, para que possa de forma mais eficaz, construir logo seu texto.
  Os exercícios desta Unidade são bem deste tipo, ou procuram instigar os conhecimentos prévios do leitor, ou exatamente buscar a atenção e a observação, o raciocínio lógico e isso é “desacomodante”. Existem muitos alunos que não gostam de ter que refletir um pouco e acabam ficando agitados ou agressivos e eu vivenciei isso em sala de aula.
Realizei a atividade com minha turma de 5ª Série e na turma grande parte dos alunos adoraram o exercício, mas alguns acabaram se irritando por não terem paciência de “testar”, pensar, refazer... Iniciei com uma HQ da Eva Furnari – A bruxinha atrapalhada, que continha apenas imagens. Ampliei os quadrinhos e recortei para todos os grupos, eles tinham que localizar as pistas para dar sequência lógica para a História e colocá-la na ordem. A maioria se saiu bem, eles trabalharam em grupos de 4 e alguns grupos terminaram mais rápido e outros erraram a seqüência. Conversamos sobre os resultados, cada grupo montou a HQ num papel pardo e apresentou para os demais o que tinha pensado e porque decidiram por tal posição.
  Depois passei para o texto escrito, entregando para os grupos um texto adaptado para o Avançando na Prática da pg.197. Era um texto bem pequeno, com parágrafos curtos e repleto de cores, objetos e sinônimos, eles deveriam encaixar as palavras que estavam faltando. Nesta atividade eles levaram um pouco mais de tempo, mas notei que observaram mais, talvez pelo resultado da primeira atividade. Seguiram o mesmo procedimento, montaram o texto de forma coletiva e depois   eu realizei a leitura e eles é que foram falando às palavras que deveriam ser ditas na ordem correta.
  Não encontrei muitos atritos, foi uma atividade instigante. É importante que os alunos percebam que todo texto deve ser objetivo, claro e sem excesso de informações, para evitar diferentes interpretações.

Unidade 19 - COESÃO TEXTUAL

  Para reflexão, segue a seguinte frase:

  " DEVE EXISTIR UMA FORMA DE AVALIAR OS CANDIDATOS; E ISSO NÃO É POSSÍVEL APENAS FAZENDO UMA PROVA, ONDE OS CANDIDATOS PODERIAM TALVEZ TER IDO MELHOR NO DIA SEGUINTE OU NO ANTERIOR POR QUESTÕES PSICOLÓGICAS, MENTAIS OU O QUE FOR".
 
  Acharam confuso? Que tal se ficasse assim:

  " Deve haver uma forma de avaliar os candidatos, mas isso não é possível com a aplicação de uma única prova, pois seu desempenho pode variar em dias diferentes, graças às condições psicológicas, por exemplo".

  Esta frase é um típico exemplo de texto com problema de COESÃO, pois um texto coeso, deve ser organizado por nexos lógicos adequados, com a sequência de ideias encadeadas logicamente, evitando frases e períodos desconexos. O texto deve ser intelígível, evitando ambiguidades e obscuridades. Assim, a frase antes de ser reescrita, estava confusa e obscura para o leitor, não estava bem escrita. Na Unidade em questão, fala em focalizar procedimentos linguísticos que permitem fazer, de um texto, um texto bem formado.
  Entendem-se por COESÃO os conjuntos de recursos linguísticos que, interligados, sustentam a construção da coerência textual. Devemos encontrar indicações que nos "conduzam" para uma continuidade de sentidos. Deve haver palavras ou termos que mostrem como devemos entender e interpretar o texto.
  A Coesão pode, portanto, ser considerada parceira da coerência nos objetivos de fazer um texto ter sentido, porque ela colabora para a interpretação de um texto, faz uma articulação do que vem antes e do que vem depois. São os elos, laços coesivos.
  As atividades desta unidade, mostram uma série de exemplos de textos: poemas, reportagens, propagandas, frases, músicas que nos fazem perceber este fio condutor da formação de sentido.
  Este tema eu costumo trabalhar muito com o meu Ensino Médio Noturno e as aulas são uma festa. Eles ficam enlouquecidos com este assunto de COESÃO e COERÊNCIA, porque dizem que é muito bom conseguir perceber que algo que eles achavam que estava "claro", não está tão bem escrito, dando margem e muitas outras interpertações. Gostam de trabalhar em cima de seus próprios textos produzidos e começam um olhar diferenciado sobre suas escritas e acabam percebendo que é possível uma reescritura para buscar melhor entendimento. Eu adoro quando isto acontece, porque eles ficam muito críticos e desenvolvem bem melhor a escrita e os argumentos.

  Agora, segue relato de minhas cursistas Fabi e Sheila, que conseguiram em lindas palavras, apontar as ideias principais desta Unidade, ou seja, "enlaçaram seus dizeres de tal modo, que de forma clara e sem obscuridade, conseguiram exemplificar a noção de COESÃO e COERÊNCIA":

FABI

SOCIALIZANDO O CONHECIMENTO – UNIDADE 19
COESÃO TEXTUAL


Antes de tudo é preciso saber que a coesão e coerência são chaves principais de qualquer texto, sem elas não vamos a lugar nenhum e é a partir deste conceito que a Unidade 19 busca analisar e sistematizar os meios segundo os quais um texto seja considerado bem formado, visando a três objetivos:

1. Identificar elementos linguísticos responsáveis pela continuidade de sentidos de um texto;
2. Analisar mecanismos de coesão referencial;
3. Analisar mecanismos de coesão referencial.

Vimos que um texto não é apenas amontoado de palavras ou uma sequência de frases, juntamente com a coerência, a coesão é a responsável por manter a continuidade significativa do texto.
A coesão textual é um mecanismo linguístico que articula as informações de um texto, relacionando sentenças com o que veio antes e com o que virá depois, no propósito comunicativo de, conjuntamente, tecer o texto.
Ou, dizendo de outro modo, coesão é um conjunto de recursos linguísticos que orientam a construção da continuidade de sentidos. Por isso, é fator de textualidade solidário à coerência.
A coesão textual é responsável pela ligação das ideias nos textos. Termos linguísticos que orientam como as informações devem ser organizadas são os elos ou laços coesivos, que compõem as cadeias coesivas.
A natureza gramatical de cada um desses elementos, os elos ou laços coesivos, é muito variada: podem ser simples morfemas, palavras, frases ou até orações inteiras; podem pertencer a diferentes classificações gramaticais. Podem se referir a outras palavras ou a conjuntos de idéias ou conceitos.
Observando os textos, é fácil perceber que em alguns casos temos textos de coesão bem organizada; em outros a coesão parece “mais frouxa”. Por isso, é importante reconhecer que a coesão não é uma condição necessária para que um texto seja um texto, embora isso não seja um caso muito comum. Quando temos poucas marcas de coesão – poucos elos coesivos – em um texto, nossa tendência é considerar a simples ordem das ideias como a sequência em que deve ser (re)construído o mundo textual.
A coesão é a manifestação linguística da coerência e se realiza nas relações entre elementos sucessivos (artigos, pronomes adjetivos, adjetivos em relação aos substantivos; formas verbais em relação aos sujeitos; tempos verbais nas relações espaços-temporais constitutivas do texto), na organização de períodos, de parágrafos, das partes do todo, como formadoras de uma cadeia de sentido capaz de apresentar e desenvolver um tema ou as unidades de um texto. Construída com os mecanismos gramaticais e lexicais, confere unidade formal ao texto.

“A coesão não nos revela a significação do texto, revela-nos a construção do texto enquanto edifícios semânticos.” M. Haliiday

A metáfora acima representa de forma bastante eficaz o sentido de coesão, assim como as partes que compõem a estrutura de um edifício devem estar bem conectadas, bem “amarradas”, as várias partes de uma frase devem se apresentar bem “amarradas”, para que o texto cumpra sua função primordial de veículo de articulação entre o autor e seu leitor.
Segundo Evanildo Bechara “o enunciado não se constrói com um amontoado de palavras e orações. Elas se organizam segundo princípios gerais de dependência e independência sintática e semântica, recobertos por unidades melódicas e rítmicas que sedimentam estes princípios”.
A coesão é essa “amarração” entre as várias partes do texto, ou seja, o entrelaçamento significativo entre declarações e sentenças. Existem, em Língua Portuguesa, dois tipos de coesão: a lexical e a gramatical.
A coesão lexical é obtida pelas relações de sinônimos, hiperônimos, nomes genéricos e formas elididas. Já a coesão gramatical é conseguida a partir do emprego adequado de artigo, pronomes, adjetivo, determinados advérbios e expressões adverbiais, conjunções e numerais.
Para que um texto apresente , devemos escrever de maneira que as ideias se liguem umas às outras, formando um fluxo lógico e contínuo. Quando um texto está coeso, temos a sensação de que sua leitura se dá com facilidade.



SHEILA


  Esta unidade trata do que é coesão textual. Um texto precisa de coesão para estar bem formado. Precisa de palavras ou termos que formam mecanismos através de articulações de sentidos de cada parte do texto ao sentido do todo.
  Junto com a coerência que estudamos na unidade anterior, a coesão é a responsável por manter a continuidade significativa do texto. Só com coerência e coesão o texto estabelece sentido completo. A coerência e a coesão dependem uma da outra dentro do texto. Só é possível interpretar um texto se ele estiver coerente e coeso.
  A coesão textual articula as informações de um texto, relacionando-as na sequência textual, formando um todo. É um mecanismo que dá subsídios para a continuidade da construção textual. É responsável por ligar as idéias no texto, através de termos lingüísticos (elos, laços coesivos) que orientam como as informações devem ser organizadas.
  Os elos coesivos são responsáveis pela retomada de idéias dentro de um texto e a coesão seqüencial estabelece o encadeamento das partes do texto e, além disso, os elementos da coesão seqüencial provocam expectativas de continuidade de sentidos no texto e dão pistas ao leitor/ouvinte sobre como devem ser interpretados esses sentidos.


09/10/2009 - OFINICA Nº9


 
A retomada era a seguinte: nos encontramos e os abraços foram muito satisfatórios. Entreguei para as cursistas uma pequena lembrança que eu comprei na UniRitter e começamos pelos assuntos mencionados no Gestar em POA. Falei do sucesso da apresentação dos Relatórios e de nossas práticas em sala de aula, elas ficaram muito felizes com os resultados.
 
  Logo eu entreguei um material para reflexão da Revista LP nº 19, uma reportagem de Marcos Bagno - O ABISMO DO PADRÃO. No artigo era apontado a ideia de Língua Padrão x Língua Coloquial. O assunto era bem pertinente com as Unidades que seriam exploradas e com o que foi falado no encontro em POA. As ideias foram sendo trazidas à tona e bem exploradas com nossas últimas vivências em sala de aula.
  Acho pertinente mencionar algumas citações:
  " A linguagem está sempre inserida em um diálogo constante com a vida social e cultural; dessa forma ela se torna viva, múltipla, porque marcada pelas vozes presentes nas interações sociais." ( Mikhail Bakhtin )
  Também para Sírio Possenti, " O que o aluno produz reflete o que ele sabe ( Gramática internalizada ). A comparação sem preconceito das formas é uma tarefa da gramática descritiva. E a explicitação da aceitação ou rejeição social de tais formas é uma tarefa da gramática normativa. As três podem evidentemente conviver na escola. Em especial, pode-se ensinar o padrão sem estigmatizar e humilhar o usuário de formas populares como "nóis vai ". Acho que com estes dizeres, não é preciso falar mais muita coisa. A escola que exige do professor cópia e gramática, está podando e impedindo o aluno de conseguir novas vivências e aprendizagens.
  Diante disto, entreguei um texto do professor Délcio Vieira Salomon, que faz uma reflexão sobre o "bom leitor x mau leitor" e realizamos debates sobre os temas apontados, verificando que a temática do GESTAR vai ao encontro com os temas atuais abordados pelas provas do SAEB e ENEM, que visa interpretação, localização de pistas, uso de genêros e suportes, coerência, coesão, tese e argumentação. Neste momento, tudo ficou encaixadinho como uma "luva". Realizamos a leitura do texto fornecido pelo professor Maurício, " Para Sara, Raquel, Lia e para todas as crianças" de Carlos D. de Andrade e foi uma reflexão muito boa para o fechamento do tema.
  Os relatos da Unidade 17 já havíamos explorado, então somente fizemos breves menções e partimos para a Unidade 18, que havia sido realizado o Avançando na Prática.
 
  Formadora ( Sabrina )

  UNIDADE 18

  Nesta Unidade o tema abordado é Coerência e como texto ilustrativo trago o seguinte:
  Casos de problemas de comunicação no dia-a-dia:

  Família Inglesa
(Autor desconhecido)

  Certa vez uma família inglesa foi passar as férias na Alemanha. No decorrer de um dos passeios, viram uma pequena casa de campo, que lhes pareceu boa para passar as férias de verão. Foram falar com o proprietário, um pastor alemão, e combinaram alugá-la no verão seguinte.
  De volta à Inglaterra discutiram muito sobre a planta da casa. De repente a senhora lembrou-se de ter visto o W.C. Confirmando o sentido prático dos ingleses, escreveram imediatamente para confirmar tal detalhe; a carta foi escrita assim:


“Gentil Pastor,
Sou membro da família inglesa que há pouco visitou-o com o fim de alugar a sua propriedade no próximo verão. Como esquecemos um detalhe, muito agradeceríamos que nos informasse onde se encontra o W. C.”


O pastor, não compreendendo o significado da abreviatura W.C. e julgando tratar-se da capela da seita inglesa Whíte Chapel, respondeu nos seguintes termos:
“Gentil Senhora,
Tenho o prazer de comunicar-lhe, que o local de seu interesse fica a 12 quilômetros da casa. É muito cômodo, sobretudo se existe o hábito de ir lá freqüentemente. Nesse caso é preferível levar comida para passar lá o dia inteiro. Alguns vão á pé, outros de bicicletas. Há lugar para 400 pessoas sentadas e 100 em pé, e recomenda-se chegar cedo para arrumar lugar sentado, pois os assentos são de veludo. As crianças sentam-se ao lado dos adultos e todos cantam côro.
Na entrada é distribuída uma folha de papel para cada um; porém se alguém chegar depois da distribuição, pode usar a folha do vizinho ao lado. Tal folha deve ser restituída à saída para poder ser usada durante o mês. Existem ampliadores de som. Tudo o que se recolhe é para as criancinhas pobres da região. Fotógrafos especiais tiram fotos para os jornais da cidade, a fim de que todos possam ver os seus semelhantes no desempenho de um dever tão humano.
O pastor teve uma interpretação errada da sigla “W.C.”, pois em seu país não se conhece entre o povo, tal sigla, “W.C.” com a mesma finalidade dos ingleses, ou seja, abreviar a palavra “Water Glose”, que quer dizer: “Latrina com descarga de água”.

  Podemos notar claramente que quando ocorre um problema na comunicação, a compreensão fica prejudicada, resultando em leituras pobres e abstrações.
 Nós professores temos que ter em mente que a comunicação é à busca de entendimento, de compreensão. É uma ligação, transmissão de sentimentos e ideias. Se ocorrer algum problema neste percurso: ruído, entropia, redundâncias, no repertório do falante, a coerência na comunicação tanto escrita quanto oral, ficará prejudicada.
  Assim, a coerência de um texto não está propriamente no texto, ou na simples organização lingüística: é uma qualidade que se constrói na leitura e interpretação dos textos, sejam verbais ou escritos. A coerência vai combinar os textos com seu interior. Ligando as partes de maneira a formar um todo. A harmonia entre as informações que servem de pistas para estabelecer a continuidade do texto, constitui a coerência textual.
  No caso do texto “Família Inglesa”,podemos observar que a comunicação escrita não pertencia ao mesmo conhecimento de mundo dos interlocutores e isso causou todos os equívocos.
  Nosso aluno deve entender que a linguagem deve ser precisa; palavras e frases, utilizadas com economia, evitando-se as redundâncias. É preciso evitar o excesso de palavras desnecessárias.

Cursista ( Sheila )

COERÊNCIA TEXTUAL
RELATO DE PRÁTICA

  Avançando na prática da seção 3 – As partes do todo – p.105
  Este avançando na prática teve como objetivo propiciar o desenvolvimento de construção da coerência textual, através de uma história em quadrinhos que previamente foram retirados os diálogos. A turma deveria escrever os diálogos, de maneira que existisse coerência entre si e contextualização com o conteúdo das imagens.
  Antes de iniciar essa atividade, trabalhei um pouco sobre as características das histórias em quadrinhos, passei no quadro os tipos de balões e para que servem, falei da importância da linguagem não-verbal nas HQs para a compreensão textual e aproveitei o momento para trabalhar as onomatopéias que são bastante comuns nas HQs.
  A partir daí, levei uma história em quadrinhos sem os diálogos e pedi que os alunos analisassem as imagens e tentassem apreender o que os quadrinhos estavam querendo dizer. Oralmente criamos hipóteses para a possível história. Depois pedi que completassem os balões, criando uma história que fizesse sentido, que estivesse contextualizada com as imagens da HQ. Para isso, disse a eles que deveriam prestar bastante atenção às imagens, pois elas têm importante papel de contextualização e que muitas vezes não só o que está escrito basta ou que muitas vezes podemos encontrar HQs apresentando somente a linguagem não-verbal e aí cabe ao leitor interpretá-la a partir das figuras, posições, fisionomias, onomatopéias... A HQ que levei aos alunos apresentava alguns quadrinhos só de imagens e algumas onomatopéias que eles deveriam levar em consideração para criar um texto coerente.
  Não realizei a segunda sugestão do avançando na prática com a turma, entretanto pedi aos alunos que eles próprios criassem uma história em quadrinhos que apresentasse todos os tipos de balões estudados: de fala, de pensamento, cochicho, grito; algumas onomatopéias e quadrinhos somente com linguagem não-verbal, procurando estar atentos para tudo se encaixar dentro do fio condutor da história, contextualizando todas essas características das HQs que trabalhamos, na história elaborada.
 Com esta atividade acredito que a turma atingiu os objetivos, ficando clara a importância da coerência e coesão para que um texto seja bem compreendido, sem haver falhas, ambigüidades. Um texto não é só um amontoado de frases, as frases devem apresentar sentido, seguindo um caminho de entrelaçamento de idéias que estabeleçam coerência, contextualização de informações numa estrutura textual.

Cursista ( FABI )

Avançando na Prática – Unidade 18
Coerência Textual

  O Avançando na Prática referente à Unidade 18 busca compreender que a coerência se dá quando os elementos que compõe um texto contribuem para a harmonia entre as partes deste mesmo texto. Tais elementos podem ser verbais ou não verbais e, para que haja uma compreensão por parte do leitor é necessário que este mesmo leitor tenha um conhecimento prévio desses elementos a fim de possibilitar a compreensão e, finalmente a eficácia da leitura.
  Este Avançando na Prática foi desenvolvido em duas turmas. (5ª e 7ª séries).
  Com a 5ª série procurei trabalhar com Histórias em Quadrinhos. Primeiramente, distribui material em que os alunos no decorrer da atividade descobriam os tipos de balões. Expliquei todos os tipos e finalidades deixando claro a importância da utilização de cada um deles em relação a compreensão da mensagem transmitida ao leitor.
  Após distribuí material somente com sequência de imagens, na qual os alunos deveriam observar e desenvolver as falas dos personagens de acordo com as imagens apresentadas e os balões solicitados em cada quadrinho.
Como a atividade transcorreu tranquilamente, aproveitei para realizar com os alunos a transposição de gênero transformando a história em quadrinhos em um diálogo, procurando deixar claros os seguintes aspectos no decorrer do diálogo: quem, onde, quando e como a história esta acontecendo, com isso aproveitei para trabalhar alguns elementos da narrativa sem precisar usar de conceitos.
  A atividade foi realizada de forma tranquila e bastante satisfatória, pois os alunos não apresentaram dificuldades alguma, o que não prejudicou em nenhum momento à obtenção dos resultados desejados. Apenas alguns alunos reclamaram quanto à escrita do diálogo, mas acabaram realizando a atividade.
  Tanto as falas da HQ quanto a produção do diálogo superam as minhas expectativas, pois os alunos conseguiram, em sua maioria, estabelecer relação entre as imagens apresentadas com os textos escritos.
  Já com a turma da 7ª série, procurei trabalhar com a atividade proposta no AAA5 – Aula 5 – A unidade das imagens em que o objetivo é identificar como se constrói a unidade de sentido nos textos de imagens.
  Após a distribuição do material, expliquei que alguns textos são compostos a partir de seqüência de palavras previamente escolhidas e organizadas pelo autor. Outros textos, no lugar de palavras, apresentam-se ao leitor a seqüência de imagens que juntas e organizadas, constroem uma narrativa, uma história.
  Diante da explicação, solicitei aos alunos que observassem as imagens apresentadas e as organizassem para compor um texto narrativo com início, meio e fim, e após a leitura atenta dos elementos das imagens, os mesmos deveriam atribuir uma numeração para a sequência apresentada para em seguida reconstituir a narrativa de forma escrita.
  Como os alunos estavam apresentando certas dificuldades quanto a produção da versão escrita da história, procurei orientá-los quanto as pistas das ilustrações que permitem construir a sequência da narrativa, pois a dificuldade maior era de relacionar as imagens a forma escrita e consequentemente produzir um texto com início, meio e fim, mas com algumas dicas dadas, todos conseguiram desenvolver a atividade proposta.
  As atividades propostas têm superado todas as dificuldades com um resultado expressivo dos alunos, pois eles sempre produzem dentro do que é proposto, as atividades realizadas.

  Após relato das meninas e suas dificuldades e recompensas com o trabalho desta unidade, realizamos coletivamente a Proposta de Atividade da Oficina, através da análise do texto publicitário FURNAS. O trabalho foi bem rápido até e bem divertido, pois as ideias e pistas iam surgindo a todo momento e tínhamos que mudar nossas anotações sobre o que víamos no contexto e no visual e concluímos o quanto é importante o resgate do conhecimento de mundo de nossos alunos, para assim concretizar uma compreensão sobre o que eles realmente entenderam e o que tal atividade pode significar  realmente para eles e não ser somente mais uma atividade sem nexo ou fundamento. É exatamente aproveitar o conhecimento prévio já trazido, instigando novos apontamentos sobre o texto explorado.
  Esta oficina, diferente das demais, parece que aconteceu de forma mais rápida, talvez porque já estávamos bem interadas do assunto.


  " A leitura de um bom livro é um diálogo incessante: o livro fala e a alma responde." ( Ruben Zevallos Jr.)

02/10/2009 - Relato das Cursistas



Neste dia as meninas encontraram-se para apresentarem seus relatos da Unidade 17.

FABI:

SOCIALIZANDO O CONHECIMENTO – UNIDADE 17
ESTILÍSTICA

O estudo da unidade 17 - Estilística, busca enfatizar a questão do ESTILO. A palavra ESTILO faz parte do vocabulário cotidiano, o conjunto de características de um objeto, de uma época, elegância no jeito de se comportar ou se vestir. No domínio da linguagem, o seu entendimento merece um pouco mais de reflexão.

“O estilo é o resultado de uma escolha dos meios de expressão realizada pelo falante, nesse caso, e expressão de uma expressão individual”.
“O estilo liga-se às intenções do falante, ao efeito de sentido que ele quer produzir.”
“A emoção e a efetividade estão presentes no estilo.”

Diante dessas citações vale ressaltar que Estilística é o ramo da Linguística que estuda, analisa e reflete sobre as variações existentes na língua portuguesa de acordo com o contexto em que elas se revelam. É percebida nos relatos de diferentes fatos e nas diferentes formas de expressão, em que e pode concluir que é o modo como o falante constrói sua fala, como já disse José Roberto Torero, cada um é cada um.
Cabe ressaltar que independente da forma como cada indivíduo constrói sua fala, devemos levar em conta que a língua apresenta variações conforme grupos que a usem. Cada uma das variantes da língua usada por um grupo apresenta regularidades, recursos normais para aquele grupo, que constituem o dialeto e diante deste conceito temos vários dialeto: o regional, o social, o profissional, ...Já as marcas pessoais da língua de cada indivíduo, resultante do cruzamento de vários dialetos que constituem a fala são chamados de idioletos.
Como a Unidade apresenta um estudo das variações linguísticas, cabe transcrever a referência apresentada na pág.:23 que abrange a referida questão com mais clareza.
“A norma é a forma de cada grupo usar a sua língua, a forma que seus integrantes percebem como normal, ou comum ao grupo. O sujeito aprende a sua língua em convívio com a família, amigos, pessoas que estão ao seu redor e participam do seu cotidiano. Em geral, o sujeito não tem consciência dessa “norma”, que ele vai internalizando no contato com os outros elementos do grupo.”

A seção 2, desta Unidade salienta os recursos estilísticos que podem ser usados, o jogo de sonoridade das palavras, o aspecto lúdico das palavras, que o falante utiliza permitindo jogar, brincar tanto com os sons como com seus sentidos, deixando claro o estilo que cada falante utiliza como forma de expressão.
No plano sonoro, podem-se usar como recurso estilístico os fonemas, o acento, a entoação, a altura e o ritmo das sílabas, palavras e frases. No plano da palavra, a metáfora e a metonímia constituem importantes recursos de estilo, assim como a tonalidade emotiva das palavras que indicam a emoção, o sentimento do falante. A formação das palavras também é responsável pela expressividade. Portanto, os recursos linguísticos estão presentes no nível do som e da palavra, tanto no texto escrito quanto no oral.
Voltando ao que disse Jose Roberto Toreno, “cada um é cada um” percebemos esta realidade no dia a dia de nossas escolas. Professor e alunos, pais e comunidade em geral, apresentam cotidianamente seus modos peculiares de expressarem suas impressões acerca de tudo que acontece.
O estilo acaba sendo uma escolha pessoal porque perpassa pelo desejo de expor um pensamento, sentimento ou opinião e cada um possui um jeito particular de se manifestar.
É justamente pelo caráter humano e universal das manifestações estilísticas na linguagem que uma das definições mais citadas diz que “O estilo é o homem”.

SHEILA:

ESTILÍSTICA
Exploração da unidade

Seção 1 – Noção geral do que é estilística hoje.
A linguagem apresenta traços individuais. O estudo lingüístico é o modo como o falante constrói sua fala.
A língua apresenta variações, conforme o grupo que a use. O dialeto apresenta variantes da língua, regularidades usadas para determinada região ou para um grupo. E o idioleto são marcas pessoais da língua de cada indivíduo. Nesse contexto, consideramos que os nossos alunos apresentam um dialeto ruralizado, marca característica do município, a maioria dos alunos comete os mesmos “erros”, considerados inadequados diante do padrão culto da língua. Conforme citação da página 23, eles aprendem a sua língua com a família, amigos, pessoas que convivem. Em geral, eles não têm consciência da “norma”. Chegamos então à questão de quando o aluno não consegue ou não quer perceber quando podemos usar determinada linguagem, devendo ser adaptada às situações, de acordo com cada contexto. Como proceder?

Seção 2 – A estilística do som e da palavra
Percebemos que os recursos estilísticos no nível do som e da palavra estão presentes tanto no texto escrito quanto no oral. Quanto aos sons da palavra, podemos trabalhar com a leitura oral, poesias (ritmo), diálogos, trava-línguas, histórias em quadrinhos... Quanto aos recursos estilísticos da palavra, pode-se trabalhar a linguagem metafórica, a emoção na palavra, sugestionando o sentimento do falante. Aí entra o texto literário como um aliado fortíssimo, não descartando outros gêneros. O que vale lembrar é que podemos trabalhar esses recursos em conjunto, na oralidade e na escrita em diferentes gêneros textuais.

Seção 3 – A estilística da frase e da enunciação
A frase, dentro de um texto, apresenta uma unidade de sentido. A enunciação é a produtora de significados e nela se inclui a frase, aliás vários tipos de frases. Neste caso, podemos falar do discurso direto, indireto e o indireto livre. Esses discursos são recursos estilísticos utilizados na linguagem oral e escrita. Na oralidade, através da entoação. Na escrita, através da pontuação adequada, entoação, melodia, expressividade.

Obs.: Obrigada meninas pelo comprometimento de seus trabalhos. ( Sabrina Lourenço )

28/09 - 02/10/09 / Encontro GESTAR POA





 

  Com muito atraso, mas ainda em tempo, consegui hoje parar para colocar em dia minhas postagens.
  Bom, vou iniciar pelo encontro que tivemos em Porto Alegre, para a realização da segunda Etapa do Gestar. Este encontro ocorreu na semana do dia 28/09 à 02/10/2009, na Universidade UniRitter.

  28/09/2009
  O primeiro dia foi diferente do outro encontro que tivemos, pois já iniciou em sala de aula e acabei chegando um pouco atrasada. Quando cheguei, estava ocorrendo ainda a organização do Cronograma de Atividades para a semana. O Prof. Mau estava do mesmo jeitinho, sereno e com muita disposição, sempre apontando informações importantes e indicando ótimas leituras e filmes.
  Os apontamentos embasavam-se sobre os seguintes tópicos: O que ensinar? (conteúdo ), Como ? ( método e técnica ), Por quê?
  Depois de muitas discussões, partimos para as apresentações dos Municípios, cada formador deveria apresentar algo relativo ao Município e dizer sobre os acontecimentos e aplicações do Gestar com seus respectivos cursistas. O processo começou pelo Prof. Mau, que nos trouxe um vídeo do Legião Urbana. Foi excelente seus dizeres. Falamos sobre alguns estudiosos importantes ( Linguístas ). E algumas palavras do nosso Prof..., ficou em minhas anotações:
  " Não existe texto sem contexto. Meu dever oficial é ensinar a LP, a norma gramatical, mas meu aluno é atual, é de um século recente, então eu não mais me encaixo no modelo. É preciso renovar e me adaptar a uma nova LP = intertextualidade, transformar e não mais reproduzir. A LP é uma ferramenta de sobrevivência, é preciso alcançar a competência sociocomunicativa, mas como passar isso para meu aluno ?"
  Então depois de belos dizeres, foi apontado as Estratégias Mentais que meu aluno irá utilizar para alcançar a competência. Isso é verificar os DESCRITORES do texto, pois dar CONTEÚDO é muito fácil, está em qualquer livro didático e o professor COMODISTA  se apoia neste suporte, é preciso ser um professor MOTIVADO. Então, como fazer?, Existe uma lógica? Só você conhece seu aluno.
  Encerramos a manhã com a leitura do texto: "Quase" e a leitura de um poema.
  Na parte da tarde, partimos para a revisão do TP3 - GENÊROS TEXTUAIS e TIPOLOGIAS ( abre a possibilidade para que o aluno alcance o conhecimento ). Novamente entramos em alguns questionamentos: Como pegar o livro didático e fazê-lo "verdade"?. Aquilo que o aluno produz, deve sim ser registrado, está ligado à função.
  " As competências sociocomunicativas são aprendidas intuitivamente junto com as palavras e as estruturas da língua, mas também são inconscientes e devem ser aprendidas na escola e na sociedade".
  Fechamos o TP3 com o seguinte assunto:
  MODELOS DE COMPETÊNCIA = CHAVE = AVALIAÇÃO ( medir, punir, premiar, comparar????????)
  Entramos no TP4 - LEITURA, ESCRITA E CULTURA e LETRAMENTO
  Foi mencionado muitos tópicos, entre eles:
  " Reconhecer que a leitura e a escrita são um meio de incerção do indivíduo no meio letrado";
  " Mais do que entender, o meu aluno questiona, quer saber o porquê. Ele tem a capacidade de transformar a leitura e a escrita em práticas sociais";
  " O aluno letrado lê a realidade e modifica-a. Aluno prepositivo = propõe soluções".

  No TP5 - ESTILÍSTICA, COERÊNCIA TEXTUAL e COESÃO, verificamos mais alguns embasamentos:
  " Como deve ser trabalhado o texto e a produção textual em sala de aula". Também falamos sobre algumas atividades possíveis em sala de aula e vimos mais alguns vídeos, que por sinal, foram ótimos.
  Fizemos o fechamento do dia com mais algumas socializações e revisão do tema: Portfólio.

  29/09/2009
  Iniciamos o dia com a revisão do TP6 - ARGUMENTAÇÃO e LINGUAGEM. Partimos para algumas atividades em conjunto, pois era preciso: " entender o sentido razoável para se alcançar a lógica. Tudo o que eu produzo é argumentativo, então devo prezar pela qualidade".
  Logo, assistimos o vídeo de Frejat - que demonstrou o alcance dos objetivos. A importância das metas, dos argumentos.
  Então chegou o grande momento: minha socialização. Foi muito boa. Consegui expor o meu material e os portfólios das meninas, foi um sucesso!
  Foi passado a indicação do filme: " UP ".
  Depois do sufoco, na parte da tarde, lemos o texto " Nóis mudemo", que retrata a variação linguística e a noção do "erro" que é pregada pala GT. Ficou a seguinte questão: " Devo ratificar ou retificar meu aluno?"
  O equilíbrio é a melhor saída. O Prof. Mau mencionou que a escola com suas simulações, não consegue dar conta de toda a vivência do aluno, mas deve proporcionar possibilidades para que o aluno alcance essas modalidades. Então: " nóis fumo ou nós fomos?"
  A língua materna o aluno já conhece, ele precisa da novidade, da gramática, mas deve-se utilizar a bagagem do aluno como ponto de partida.

  O dia encerrou com mais socializações.

  30/09/2009 
  A manhã foi com a abertura do filme " O Leitor", que apresenta que é preciso pensar que assitir a um filme é muito mais que um lazer pedagógico e sim, uma leitura cinematográfica. Esta frase foi muito, mas muito importante para mim, pois em uma escola que trabalho, o trabalho pedagógico com o filme é visto com desprezo, como "matação" de aula, não importa a sequência e os objetivos que o professor tem com aquele filme. Até estou proíbida de passar filme nas minhas turmas e isso que só fiz isso duas únicas vezes este ano e com um Projeto embasado e devidamente praticado, com resultados bem significativos dos meus alunos. O pimeiro filme foi "Viagem ao centro da terra", de Júlio Verner e o segundo " Coração de Tinta", mas que coisa né...
  Bem, depois do desabafo, vamos seguir...; Logo depois do filme, foi apontado algumas questões: O porquê do título?; Qual o protagonista?; O apelido "menino" foi ironia ou carinho?
  Chegamos a conclusão que é importante a proposta da leitura para a construção do conhecimento. Que existia uma relação muito forte de Hanna com a leitura e com a escrita. Também verificamos, que o julgamento de Hanna só veio à tona quando o fato foi escrito em um livro, até então todos sabiam, mas nada foi apontado. O mesmo objeto que deu à libertação a Hanna, foi o objeto de seu suicídio.
  Na tarde iniciamos com uma breve retomada do TP6 e assitimos ao vídeo do Jô Soares "i" ( que refletiu a argumentação por exemplo, através de um argumento sentimental).
  Na pg.74 - Produção Textual, verificamos suas devidas etapas: planejamento, escrita, revisão e edição e neste momento realizamos atividades coletivas.
  Alguns tópicos ficaram expostos:
  " A escola geralmente pula duas etapas ( Planejamento e Edição); Todo o processo de escrita é uma prática de aquisição de conhecimento; O professor não pode trabalhar um texto de forma fria, deve ter sentimentos, para poder despertar no aluno o desejo de leitura".
  " O comportamento nosso quando é correspondente ao com que o outro espera, mesmo que seja inútil, gera resultados positivos, pois o ponto de partida é o outro".
 
  01/10/2009
  Tudo começou com uma atividade de imagens x palavras = leitura. Associa-se toda a bagagem que temos para tentar associar a leitura e noção de sentido. É preciso lembrar que o meu aluno não tem toda a nossa vivência, por isso somos nós que precisamos aguçar seus pensamentos.
  Logo partimos para o TP1 - VARIANTES LINGUÍSTICAS e INTERTEXTUALIDADE. Alguns tópicos foram discutidos:
  " Cada grupo apresenta valores, características e costumes próprios". Por isso o importante de se usar textos na íntegra  situações reais de comunicação. A Regra e a Linguística não são verdades absolutas, é preciso bom senso".
  Antes do almoço, mais algumas socializações e olha que lindo esta mensagem de uma de nossas colegas:

  " Os livros não mudam o mundo, quem muda o mundo são as pessoas. Os livros só mudam as pessoas". ( M. Quintana)

  Na parte da tarde, iniciamos com o vídeo do "Chico Bento" - para o apontamento das variações linguísticas e ficou mais um pensamento: " nada na língua é por acaso; a noção de "erro" tem suporte científico para a explicação"; " Tudo pertence a um processo de aprendizagem".
  Ao apontar SIGNIFICANTE X SIGNIFICADO, passamos novamente para uma socialização, pois o cansaço e o sono estavam batendo e graças à Deus, nossa colega Fabi fez uma dinâmica excelente, que fez todos darem muitas risadas e para esquentar o clima, descobrimos que o Prof. Mau estava de aniversário.

  02/10/2009
  O dia partiu com mais socializações, nossa colega Julici apresentou um trava-línguas que de forma alguma consegui decorar, mas ela foi ótima e também foi apontado que nós professores devemos ensinar humanamente. É ilusão pensar que tratamos todos os alunos iguais, pois eles são diferentes, com vivências e aprendizagens diferentes. Nossa colega também mencionou o texto de Rubens Alves " Gaiolas e Asas ". O Prof. Mau colocou no quadro uma frase ótima, pois nossos ânimos esquentaram e foi destinado um momento para colocarmos nossas angústias e sofrimentos e diante do relato de nossa colega Maristela, percebi que não tenho quase nada de problemas escolares se comparados com os dela. A frase foi a seguinte: " O desafio é a nossa motivação e o desaforo é a nossa energia". É através do crescimento do meu aluno, que eu ganho a minha recompensa. O Prof. Mau falou algo muito importante: " nós temos que ocupar espaços na vida de nossos alunos".
  Na exploração do TP2 - GRAMÁTICA, o assunto estava tentando acontecer, mas a agitação já era grande para as despedidas, pois muitas meninas tinham que ir para a Rodoviária e o Prof. Mau fez uso de uma palavra mencionada por mim que ele não conseguiu esquecer: "Meninas estou ficando atucanado..."
  Depois de um bom tempo..., o professor conseguiu apontar algumas observações relativas as gramáticas: que a lógica é perceber o suporte, o genêro, a adequação sociocomunicativa. É impossível aprisionar a língua, mas por outro lado, a gramática é ncessária para trazer um certo referencial. O que temos que perceber que a GN não é o ponto de início, meio e fim e sim, ela serve para dar um certo suporte.
  O ensino de LP requer estudo e atualização. Não podemos estabelecer barreiras, é necessário o equilíbrio.
  O encontro em POA terminou assim, com gostinho de quero mais, mas sinceramente não sei como será para sermos liberadas em Dezembro para o fechamento do curso. Acho que teremos problemas?!
 

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

25/09/2009 - Relato de nosso Encontro

  Neste encontro as meninas me entregaram os “portfólios”. Falamos sobre muitas angústias e problemas que ocorreram durante a semana. Logo, passamos para a exploração da Unidade 17 do TP5.
  Esta Unidade 17,  fala das variações lingüísticas e neste momento retomamos nossos alunos e percebemos que em nosso município existe um “dialeto” típico da zona rural e que reflete muito na escrita de nossos alunos.
 Podemos utilizar como referência o tópico da pg 23: “ O sujeito aprende a sua língua em convívio com a família, amigos, pessoas que estão ao seu redor e participam do sue cotidiano. Em geral, o sujeito não tem consciência dessa “norma”, que ele vai internalizando no contato com os outros elementos do grupo”. O problema a ser salientado é quando o aluno não consegue perceber ou não quer perceber que a língua deve se adaptar em algumas situações, achando que não é necessário aprender as diversas funções que a língua exerce.

  A escola ainda é percussora de um grande abismo: a distância existente entre a língua dos alunos e a língua dos compêndios gramaticais. Ou seja, muitos professores e parte administrativa, só conseguem pensar no “erro”, no ensino da norma-padrão e não valorizam a gramática já internalizada dos alunos e acabam achando que eles não sabem ou não estão recebendo boas aulas de português. O engraçado é que tudo sobra para o professor de Língua Portuguesa. Como diz um artigo da Revista Língua Portuguesa nº 19, pg.57:

"Por visar à sistematização da língua, a norma-padrão considera tudo o que é diferente dela como errado. Mas isso é um grande erro, o aluno falar “diferente” só será preocupante quando refletir na escrita. Na mesma Revista, pg 60 diz: As alterações na língua começam pela fala. Os textos escritos em geral refletem as mudanças da fala em descompasso, que se torna ainda maior quando se trata da absorção pela gramática.O processo de mudança linguística ocorre quando duas ou mais formas variantes entram em disputa e uma delas cai em desuso: primeiro há a variação histórica; depois, a mudança linguística em si. A forma preexistente ao processo de variação é chamada de “forma conservadora”; a forma da variação, de “forma inovadora”. Mesmo as mudanças linguísticas mais profundas são lentas e graduais, o que, por um lado, significa que, em algum nível, a língua está sempre mudando; por outro lado, a língua é a mesma, porque sua unidade permanece inalterada.
O britânico James Milroy, ao discutir o tema da padronização linguística — especialmente o fato de que ela não ser universal — afirma que o pensamento linguístico está contaminado por uma ideologia da língua-padrão, ou seja, uma perspectiva que confunde a língua com seu padrão, usando como exemplo as línguas europeias de amplo uso. Milroy lembra que muitos dos métodos e teorias em Linguística são elaborados tendo essas línguas em sua norma-padrão como referência e considera que essa ideologia inevitavelmente interfere na Linguística e na análise das línguas em geral".


  Assim é possível entender que urgentemente a escola deve dar prioridade absoluta para a leitura, para a escrita, a narrativa oral, o debate e todas as formas de interpretação ( resumo, paráfrase etc., e é nessa perspectiva que devem ser incluídas as variedades lingüísticas, retratando a língua por outras modalidades além da padrão.

  Outro ponto importante desta unidade é o trabalho com o som das palavras: poemas, trava-línguas...; A importância do uso deste recurso para a demarcação de impressões e emoções.
  São apontados vários trabalhos com as figuras de linguagem e novamente faz menção ao TP1, que ainda não foi trabalhado. O texto trabalhado na pg36, remete ao texto contido na Avaliação Diagnóstica da 5ª série, que utilizou o texto “ A duras penas”, onde o autor brinca com o significado das palavras. Outro texto no mesmo parâmetro é o Avançando na Prática da pg41, que é rico em sonoridade.
  Esta Unidade relata na verdade, que existe elementos gramaticais na escrita e na fala, mas que muitas vezes, não são empregados pelo falante e que o não empregar tais estruturas, pode levar a uma imprecisão, pois os instrumentos gramaticais são responsáveis pela coerência. E neste momento fizemos uso de uma citação da Revista Na ponta do lápis – Edição Especial nº11, que diz que muitas vezes a escola está distante, não valoriza e até discrimina a realidade, a cultura do lugar. O trabalho fica aborrecido, provoca indisciplina, resistência. Os alunos, embora estejam dentro da mesma sala de aula, sentem-se excluídos. Uma maneira de evitar tal sentimento é o professor dialogar e abrir espaço para o ponto de vista do outro. Se o aluno está tendo bloqueios no falar e no escrever, devo me questionar enquanto educadora e verificar “Quais são os interesses dessa comunidade? O que sabe este aluno fazer de melhor? Aí sim, posso guiar este aluno para uma escrita e fala voltada para a ação sócio-comunicativa.
  Na finalização de nosso encontro, realizamos a divisão da Unidade 18 e iremos aplicar o Avançando na prática da pg 105.   Na semana próxima não teremos encontro, pois será o encontro em POA. As meninas estão ansiosas para saber o resultados de seus textos.